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Construído sobre o que outrora fora um antigo castelo muçulmano, o edifício tem um aspecto austero, de forma quadrada e com um grande pátio central, tendo sido a residência oficial da monarquia até que Alfonso XII abdicou ao trono, em 1931.
O palácio conta com uma coleção de pinturas de artistas tão conhecidos como Velázquez, Goya, Rubens, El Greco e Caravaggio.
Segundo o desejo de Filipe V, o palácio deveria suplantar em grandiosidade o palácio do Louvre, o que foi contemplado nos primeiros desenhos do palácio, que foram, posteriormente alterados para um edifício cuja dimensão era ⁄ é bem mais modesta.
Actualmente o Palácio Real é utilizado para a celebração de cerimônias e eventos públicos, nos quais o Rei participa como Chefe de Estado.
Entre as dependências do palácio, destacam-se o salão de Albarderos, o salão de Colunas, o salão do trono, a antiga farmácia ou o salão dos Espelhos, bem como os aposentos do Rei Carlos III, o primeiro monarca a habitar o palácio.
A Real Armería, considerada uma das mais importantes a nível mundial, onde se guardam peças que pertenceram aos Reis espanhóis desde o século XIII, é também digna de realce.
Em pleno coração da cidade, é considerado pelos madrilenos como local priveligiado de cultura e encontro.
Estátuas, fontes e monumentos povoam os jardins, convertendo-os num imenso museu de escultura ao ar livre.
As suas origens datam do Séc. XVIII, altura em que o Conde-Duque de Olivares, primeiro ministro de Felipe IV, ofereceu ao rei alguns terrenos para actividades recreativas, onde foi posteriormente eregido o Palácio de "El Buen Retiro".
Embora esta residência real ficasse, fora do que era considerada a cidade de Madrid, não estava excessivamente longe do palácio principal,
tornou-se num local muito agradável, por estar numa zona de bosque e de grande frescura.